quarta-feira, 4 de abril de 2012

Relato do CEB de 03/04/2012
E essa calourada, vai para quem?

*Por Lucas Brito de Lima
Na última terça-feira (03/04), no ANF 11 às 12h horas iniciou-se a reunião do Conselho de Entidades de Base. Compareceram cerca de 30 CAs. Esse CEB foi resultado de um encaminhamento feito no CEB passado, pelo grupo de oposição, por entender que as questões relativas à festa estavam sendo definidas sem a devida participação dos CAs, de forma antidemocrática, o que contradiz com o discurso da atual gestão do DCE que durante as eleições apresentaram uma proposta de um “DCE parlamentarista”.
Iniciado o ponto de pauta muitas plaquinhas se ergueram no alto anunciando que os/as que a seguravam queriam falar. Uma lista grande de inscrições mostrou que muitos centros acadêmicos e demais estudantes tinham um entendimento diferente do DCE. As críticas se centraram no modelo de partilha do lucro da festa. O DCE definiu, mesmo antes de passar no CEB, uma divisão em que 55% dos lucros iriam para empresários responsáveis pela festa, 30% para a diretoria do DCE, 5% para o fundo de um suposto “legado para a UnB” e apenas 10% para todos os centros acadêmicos.
Durante as falas foram apresentadas cerca de 4 propostas para a mesa. A primeira que o DCE recebesse o mesmo que qualquer outro CA; que os empresários não recebessem a maior parte dos lucros; que fosse construído um conselho fiscal para acompanhar as contas; já que a festa está sendo terceirizada e ao CAs compete apenas vender ingressos, que a festa não fosse chamada de “Calourada UnB”, pois não teria mais essa identidade. Feitos todos esses encaminhamentos a mesa só colocou em votação a do conselho fiscal, unanimemente aprovado. O outro foi sobre a porcentagem de divisão entre CAs e DCE. Duas propostas foram feitas, uma dizia que o DCE deveria ter 20% e os CAs o mesmo, proposto pelo Fábio representando o DCE. A outra defendia que o DCE obtivesse de lucro o mesmo que qualquer outro Centro Acadêmico. Posto em votação o resultado deu empate nas duas propostas. Com 17 votos em cada uma. Assim foi pedida a recontagem dos votos e nesse momento o CAMED (CA de medicina) optou por alterar o seu voto e declarar abstenção.
Diante disso o DCE impediu que o CAMED exercesse a força de seu voto e pudesse alterar o seu posicionamento durante a recontagem. A mesa, nesse momento, impediu o direito democrático de haver intervenções que encaminhasse a votação de forma diferente. Sem respeitar a decisão dos centros acadêmicos e se apegando a um legalismo que não tem nenhuma base, pois em qualquer outro espaço deliberativo o voto pode ser alterado no momento da recontagem. Sem ter acabado a discussão e com mais pontos para se encaminhado o DCE encerrou o CEB de forma abrupta, irresponsável e no uso da má fé.
Esse episódio demonstra o real interessa da atual gestão do DCE. Está claro que para privatizar e vender aquilo que historicamente foi do movimento estudantil, o DCE não medirá qualquer esforço. A política do vale-tudo impõe a dinâmica antidemocrática, golpista e irresponsável em utilizar do microfone, do poder de ser mesa para manobrar a discussão e passar por cima da verdade. Esse dia 03/04, uma semana após o dia do estudante, marcou um momento de vergonha para o Movimento estudantil da UnB.

-Por um CEB na próxima Terça-Feira que dê continuidade ao debate que não encerrou!

-Por uma calourada verdadeiramente d@s estudantes!



*Esse relato foi escrito e nome do Movimento Pra Mudar a UnB, em construção de um coletivo de estudantil para organizar nosso grito, ampliar nosso canto e fortalecer nossa luta. Também em nome da ANEL – Assembleia Nacional de estudantes – Livre.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário